waterwikipedia
Name of artefact
Sete Fontes
Sistema hidráulico das Sete Fontes
Abstract
Underground aqueduct for the public water supply of Braga, which reached its highest monumentalization at the time of the Archbishop D. José de Bragança [1741-1756]. The system comprises underground galleries, water sources and pipelines, with an extent of about 3,500 meters, being 2,250 meters made of subterranean galleries and the remainder with surface granite pipes or steel ones. The most visible structures are the “mães de água”, popularly known as chapels. With a round plan and a vaulted covering they house the joints of the galleries and conducts, serving as air venting or maintenance visit boxes. The subterranean structures exhibit various construction solutions and different depths, ranging from mines dugout in the gravel to galleries with masonry walls and coverage of granite slabs. It has also ventilation wells that rise to the surface, incorporating granite conducts, drainpipe tiles, steel pipes, while others are simply slots open in the gravel.
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Artefact
description
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Country: Portugal
Region: Braga
District: Minho
Municipality: Braga
Century: 18
Year:
Age: Idade Moderna
Typology of artefact: aqueduct
Related items: "Mães de água", minas, respiros, condutas, canos.
Category of use: infrastructural use
Technical function: uptake
Relationship with other artefacts and elements related to water:
Fontes, "caixa geral das águas", caixas d´água
Hydrological and morphological aspects:
Sistema construído para captar água dos aquíferos existentes nos montes que envolvem a bacia das Sete Fontes.
Landscape aspects:
Complexo hidráulico (aqueduto), situado a nordeste de Braga, conservado numa extensão de 3,5Km. A parte visível situa-se a cerca de 1,5Km do centro da cidade. Inicialmente o seu contexto paisagístico era rural, encontrando-se hoje crescentemente envolvido pelo avanço da urbanização e pela construção de vias.
Architecture: Trata-se de um aqueduto composto por várias "mães de água", também designadas por capelas, na sua maioria circulares e com cobertura abobadada, que recebem a água oriunda de várias minas, captada em diferentes altitudes nos aquíferos existentes nos montes que rodeiam a bacia das Sete Fontes. A partir dessas capelas a água é progressivamente encaminhada para uma conduta única, subtérrea, que se dirige para a cidade. Grande parte da estrutura do complexo é subtérrea, sendo formada por minas e condutas, que se encontram a diferentes profundidades. Algumas delas são acessíveis a partir das "mães de água", que se conservam atualmente. Três dessas minas estão associadas a estruturas aéreas, conhecidas pelo nome de "respiros", que se destinavam a permitir a oxigenação da água. Existem ainda algumas minas que possuem uma entrada superficial. A primeira "mãe de água", situada no ponto mais elevado do complexo, a uma cota de 270m, é conhecida com fonte do Dr. Amorim. Na zona frontal, sobre a cornija, encontra-se o brasão do Arcebispo D. José de Bragança, mutilado na parte superior, ladeado por volutas. A porta de entrada é encimada por uma cartela com a data de 1752. A chamada Fonte Dr. Sampaio constitui uma outra "mãe de água", situada à cota de 238m. Possui características semelhantes à Fonte do Dr. Amorim, apresentando igualmente a data de 1752 gravada no lintel da porta. A cúpula é encimada por um globo liso. Estruturalmente semelhantes às anteriores são as Fontes Gémeas I e II que se encontram, respetivamente a 224m e 225m de altitude. As suas cúpulas rematam em pináculos e nas cartelas sobre as portas pode ler-se a data de 1744. Os três "respiros" conhecidos correspondem a estruturas aéreas, armadas com blocos de silharia granítica, que se sobrepõem a capelas abobadadas subterrâneas, recebem água de várias minas. O Respiro 1, situado perto da Mina dos Órfãos e o Respiro 2, perto da Fonte Gémea II, possuem forma cilíndrica. O Respiro 3 é o mais elaborado, oferecendoo uma forma de octogonal, rematada superiormente numa pirâmide de oito lados. A parte soterrada desta estrutura é circular e tem cerca de 12 m de profundidade. Atualmente encontra-se integrado no muro do Colégio das Sete Fontes. São conhecidas pelo menos 3 minas com entrada superficial. A Mina do Dr. Nozes, cuja porta é sobreposta por elementos ornamentais, designadamente as quinas de Portugal, ladeadas por volutas barrocas. A mina da Preta localiza-se entre as Fontes Gémeas I e II, abastecendo a primeira, através de uma tubagem de ferro. A Mina dos Órfãos, assim designada porque fornecia água ao Colégio dos Órfãos de S. Caetano, em Maximinos, possui a parte da galeria junto à entrada revestida de alvenaria granítica de grandes dimensões. Foi aberta em 1804, data que se encontra gravada no lintel da porta. A partir da capela conhecida como Gémea I a água é conduzida para a cidade, num percurso com cerca de 1,5Km, através de uma conduta subtérrea, cuja cobertura se encontra descoberta na zona das Sete Fontes. Na maior parte do seu trajeto a conduta passa sob as ruas e acompanharia parcialmente o traçado conhecido da antiga Via XVIII do Itinerário de Antonino, que ligava a cidade romana a Asturica. De acordo com o "Livro da Cidade", de 1737 a água chegava à "caixa geral das águas", que se situava numas casas do Eirado, no sítio onde hoje se encontra o Banco de Portugal
Materials used: Granito usado nas mães de água, no revestimento das minas, nas condutas e nos respiros. As 4 "mães de águas" superficiais, datadas de 1744 e 1752, estão rebocadas com argamassa de areão e caiadas de branco. Existem ainda tubagens de ferro.
Building Technique: Pedra de talhe e reboco nas "mães de água". Pedra de talhe nos respiros. As "mães de água", ou capelas, são estruturas de planta circular e cobertura abobadada. Quatro delas estãp à superfície, existindo outras três que são subterrâneas, estando sinalizadas pelos respiros que se lhes sobrepõem As condutas subtérreas, de seção retangular, possuem paredes de alvenaria, sendo cobertas por capeado de lajes graníticas. Existem também condutas subtérreas formadas por manilhas retangulares com sistema de encaixe macho-fêmea, com aberturas para respiração.
Transformations: Conhecem-se alguns acrescentos à estrutura, posteriores às datas que se encontram gravadas nas capelas (1744 e 1752). Uma deles corresponde à Mina dos Orfãos, aberta em 1804.
Present state: active
Ownership: yes
Ties: yes
Accessibility: yes
Usability: yes
State of preservation: good
Virtual Tours of the water artefacts:
Infrastructural use (Infrastrutturale)
Documentation (photo, iconography, cartography, functional diagram of the artefact etc.):
S/A (2000/01) Vária, Mínia, Números 8-9, IIIª Série, Braga, pp. 202-205.
Name: Manuela
Surname: Martins
Institution affiliation:
Email:
Nome:
Testo: