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Name of artefact
Balneário da Escola Velha da Sé
Abstract
From 1998 to 2003, in the course of excavations conducted in the building known as "Escola Velha da Sé" it has been identified remains corresponding to a rich Roman house (domus), partially destroyed by the construction of the medieval city wall of Braga (XIVth and XVth centuries). The house was built the I century and has been deeply renovated between the end of the third century and the beginning of the fourth, when a bathhouse (balneum) was built and the rooms and corridors were reorganized. The floors were also covered with mosaics. The baths must possess a cool room (frigidarium), which was not preserved, located south of a warmed area. Other poorly conserved adjacent spaces allow us to consider the existence of one more cold area and another heated room. While pools were not identified they should exist since they are characteristic features of the organization of those private baths that were built inside the more luxurious houses.
Location
 
Dating
 
General
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Artefact
description
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Documentation
 
Biblio
 
Sitography
 
Author
 
Wiki
 
Country: Portugal
Region: Minho
District: Braga
Municipality: Braga
Century: 3,4
Year:
Age: Época Romana
Typology of artefact: thermae
Related items:
Category of use: playful use
Technical function: other
Relationship with other artefacts and elements related to water:
O balneário está associado a canalizações de drenagem, descohecendo-se o sistema de abastecimento de água.
Hydrological and morphological aspects:
As características hidrológicas e morfológicas originais do monumento encontram-se completamente alteradas devido à sua atual inserção urbana.
Landscape aspects:
Contexto urbano. A área arqueológica da domus e do balneário da Escola Velha da Sé está inserida num prédio urbano.
Architecture: A casa (domus) foi construída no século I, tendo sido profundamente remodelada entre finais do século III e os inícios do século IV, altura em que nela foi integrado um balneário privado (balneum) e se registou uma reorganização dos compartimentos e corredores, que foram revestidos com pavimentos de mosaicos de composição geométrica. A parte descoberta do balneário da casa permite considerar que deveria possuir uma sala fria (frigidarium), que não se conservou, situada a sul de um espaço aquecido por hipocausto. Outros espaços adjacentes, mas mal conservados, permitem considerar que o balneário possuía mais duas áreas aquecidas (tepidarium e caladarium) e uma outra sala fria. Embora não se tenham conservado piscinas associadas a estas termas privadas é suposto que existissem uma vez que faziam parte da estrutura de organização destes espaços de banhos privados, construídos no interior das habitações mais luxuosas.
Materials used: Pedra granítica usada dos muros, soleiras, ombreiras e elementos arquitetónicos, como silhares e bases de coluna. Diferentes tipos de tijolos usados no espaço de banho, tanto nos hipocaustos, como nos lastros das canalizações. Tegulae utilizadas na base dos hipocaustos. Opus signinum, opus tesselatum e opus vermiculatum usado nos pavimentos de corredores e piscinas. Diferentes tipos de argamassas usadas em solos e revestimentos.
Building Technique: Os muros foram associados ao balneário apresentam um aparelho pétreo irregular, característico da fase em que foi construído (finais do século III/inícios do IV). A area do hipocausto melhor conservado revela uma tipologia canónica, sendo forrada por tijolos, o mesmo acontecendo com as pilae conservadas. Sabemos que o frigidarium que não se conservou possuía um pavimento de mosaico, o mesmo acontecendo com os corredores de acesso ao balneário. Alguns compartimentos que ladeiam o corredor principal possuíam pavimentos de tijoleiras.
Transformations: Sabemos que a domus em que se inseria o balneário ainda estaria em uso no século V. Na Alta Idade Média foi construído no local um muro com cerca de 2,80m de largura que se supõe corresponder a um primeiro traçado da muralha medieval. Esta viria a ser refeita entre os séculos XIV/XV, estando assinalada por um muro com 3 m de largura paralelo ao anterior e associado a um torreão quadrado, cujo embasamento sul foi identificado nas escavações. Ao longo da Época Moderna a muralha medieval perdeu funcionalidade defensiva e as casas foram-se encostando à fortificação e aos torreões. Essa é a imagem que se observa na primeira planta topográfica de Braga, datada de 1853. Quando, em 1883-84, Francisco Goullard executou uma nova planta de Braga, a zona correspondia a um jardim anexo a construções. A abertura da R. Afonso Henriques alterou as características do local, uma vez que as fachadas dos quarteirões foram realinhadas, recuando para norte. Foi no contexto de urbanização desta nova artéria que foi construída a escola primária, concluída em 1891, que justifica o nome pelo qual é hoje conhecido o edifício da Escola Velha da Sé, tendo-se mantido em funcionamneto durante 95 anos. Em 1992, a Câmara Municipal de Braga (CMB), proprietária do imóvel, decidiu propor a sua reabilitação, facto que determinou a necessidade de efectuar escavações no interior do edifício, que conduziram à descoberta das ruínas romanas e medievais.
Present state: inactive
Ownership: yes
Ties: no
Accessibility: yes
Usability: yes
State of preservation: restored
Virtual Tours of the water artefacts:
Playful use (Ludico)
Documentation (photo, iconography, cartography, functional diagram of the artefact etc.):
Magalhães, Fernanda (2010) Arquitectura doméstica em Bracara Augusta. Tese de mestrado (policopiada). Instituto de Ciências Sociais. Universidade do Minho, Braga.Disponível em http://hdl.handle.net/1822/13619 Martins, M. e Ribeiro, M. (2010) Gestão e uso da água em Bracara Augusta. Uma abordagem preliminar, Coord. Martins, M. Freitas, I. Valivieso, I., in Caminhos da Água, CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar – Cultura, Espaço e Memória), Braga
Name: Manuela
Surname: Martins
Institution affiliation: Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho
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